sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Jón Bong-gón


lirismo

chovia
até o vento preso na árvore
se dilacerava encharcado

agarrado ao meu braço - você
chovia também nessa ruela
onde caía a noite

e na escuridão que se intumescia de chuva
duas mãos envolveram-me o rosto
a perguntar

na voz mais suave
na voz mais quente

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